17.8.05

Visto

Tarnation
Um filme/documentário muito bom com uma dimensão assustadora por aquilo que nos faz pensar pela realidade que nos apresenta. Uma realidade que nos faz establecer relações promíscuas com a nossa própria realidade. Estou como tu C. é ao mesmo tempo quase que autobiográfico para quem quer que o esteja a ver, pois à medida que a sequência cronológica da vida da personagem principal nos é apresentada é impossível nós não estarmos a visionar as imagens da nossa própria vida, impossível não estabelecer comparações, não encontrar semelhanças nalguns dos acontecimentos. O que é assustador é que ali não há actores, não há nenhum guião, não há ficção é apenas o relato de algumas vidas que se entrelaçam.
Como cada vida pode ser manipulada, construída ou destruída pela interacção com as pessoas que as circundam. Como percepções erradas da realidade modificam e destroiem vidas para sempre. Fez-me questionar quem é que é na realidade doente mental e quais as fronteiras que definem os conceitos de doenças mentais. Mostra como todos somos doentes mentais, com as nossas paranóias, com as nossas depressões, com os nossos delírios. De como nós temos o poder de alterar o curso das nossas vidas. De como é díficil libertarmo-nos do ambiente onde crescemos, de nos libertarmos das referências com que crescemos e de as descontruir e criar as nossas próprias.
Gostei da banda sonora e posso dizer que foi dos melhores filmes que vi nos ultimos tempos.

1 Comments:

At quinta ago. 18, 11:14:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

esse filme/documentário tem toda a razão, o poder para mudar está todo dentro de ti! não é fácil mas é possível! :) e o mais interessante é que quando mudas, a tua percepção muda, logo, tudo à tua volta muda também! vou deixar aqui uma pequena história que recebi por mail:

Um velho índio descreveu certa vez os seus conflitos internos:
- "Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro é
muito bom e dócil. Os dois estão sempre lutando..."

Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a luta, o sábio
índio
parou, reflectiu e respondeu:
- "Aquele que eu alimentar..."

 

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